Auditoria aponta possível superfaturamento na compra de laranjas para suco em Conchal

 

Reportagem exibida no Jornal da EPTV, nesta terça-feira (19), aponta indícios de superfaturamento na compra de laranjas para suco servido na merenda escolar de Conchal.

De acordo com a reportagem as irregularidades teriam acontecido no período de 2013 a 2016, e o valor do superfaturamento foi de aproximadamente R$ 600.000,00.

Clique aqui para assistir a reportagem da EPTV.

 

 

Auditoria aponta possível superfaturamento

Uma auditoria feita em documentos e contratos da Prefeitura de Conchal aponta um possível superfaturamento de R$ 600 mil na compra de laranjas para sucos da merenda escolar.

A empresa responsável se propôs a devolver valores, segundo a administração municipal. O ex-prefeito de Conchal Valdeci Aparecido Lourenço disse à EPTV, por telefone, que não houve superfaturamento na gestão dele.

Compra de laranjas

Os documentos mostram a compra de 11,4 mil quilos de laranja e o valor alto de R$ 15.390,00. As notas chamaram a atenção da nutricionista responsável pela merenda das escolas públicas, que suspeitou da fraude. “Ela notou que o valor do suco comprado pela prefeitura dos quilos de laranja era muito superior, aparentemente 3 vezes mais”, afirmou o diretor do Departamento de Administração, André Luiz de Abreu.

Notas de 2013 até agora foram analisadas e muitas com a quantidade exatamente igual de laranjas. Em uma delas, o total comprado seria de 8,3 mil quilos para apenas três dias, sendo que no período havia um sábado e um domingo, ou seja, dois dias sem aulas. O representante da prefeitura diz que por mês seria preciso algo em torno de 3 mil quilos para fazer o suco consumidor.

Reuniões com a Conaaf

Os legumes e frutas da merenda eram comprados na Associação da Agricultura Familiar de Conchal (Conaaf), onde o suco também era processado.

“Foram marcadas duas reuniões com os representantes da Conaf para que eles pudessem explicar o que estava acontecendo. Na primeira reunião não tivemos êxito, com nenhuma explicação. Porém na segunda eles reconheceram o erro, que estava irregular e eles propuseram devolver esses valores”, afirmou Abreu.

A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, procurou os representantes da Conaaf, mas ninguém quis dar entrevista. A Associação só adiantou que não foi notificada do resultado da auditoria.

Contratos suspensos

Os contratos da prefeitura com o Conaaf foram suspensos e foi feita uma representação junto ao Ministério Público. O promotor de Justiça Lucas Frehse Ribasa disse que ela deve ser analisada nos próximos dias. As informações são do G1.