Crise afeta distribuição de remédios na Farmácia Municipal de Conchal

Município tem dívida de R$ 32 milhões e pregão vai achar fornecedores. Diretor de Saúde afirma que situação deve ser regularizada até março.

A crise financeira de Conchal tem afetado a área da saúde desde outubro do ano passado. Na Farmácia Municipal, dos 250 medicamentos que deveriam ser fornecidos pela prefeitura, 116 estão em falta. Segundo o diretor de Saúde, a situação será regularizada até a segunda quinzena de março. O município acumula dívida de R$ 32 milhões.

As prateleiras vazias frustram os moradores que vão em busca de remédio. “Sempre que venho eles falam que não tem, que vai chegar, que está em falta, que é para voltar outro dia. Mas a gente precisa do remédio na hora, não para outro dia, outro mês”, afirmou o auxiliar de produção  Sidnei Santos.

Segundo a técnica de farmácia Ana Pinheiro, os remédios não chegam há quase seis meses. “Antialérgico, antiinflamatório, cinarizina que é usado para tratamento de labirintite e bromoprida usado para ânsia e vômito não chegam desde setembro”, afirmou.

Contrato
O diretor do Departamento de Saúde disse que o contrato com fornecedores não foi renovado.

“O grande problema é a questão da licitação. Terminou uma e não foi feita outra. Em 2016, foram feitas só compras emergenciais, na gestão anterior. Quando chegou no final já não tinha mais crédito porque muitas empresas entregavam o medicamento e não recebiam”, explicou Adalberto João Fadel.

Segundo Fadel, um pregão foi aberto para escolher novos fornecedores e a situação deve ser regularizada até a segunda quinzena de março.

Corte de gastos

A dívida da cidade é de R$32 milhões, o que representa mais de 30% do orçamento para este ano.  A verba é de R$ 93 milhões em 2017. O diretor administrativo afirma que o município começou a renegociar a dívida com fornecedores e já cortou gastos em várias áreas para economizar.

“Desligamento de 31 funcionários comissionados e temporários , que gerou economia de R$ 200 mil aos cofres públicos, bem como a entrega de alguns alugueis de casas e departamentos, centralizando os atendimentos”, contou o diretor André Luiz Abreu.

Os moradores esperam que o corte de despesas não afete os serviços. “O que não pode faltar, é a saúde, educação, segurança. Isso é o principal para cidade continuar”, disse a vendedora Debora Silva. As informações são do G1.

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