História do hangar Mario Beni II

 

Em agosto de 2013, publicamos uma matéria sobre o “campo de aviação” que tanto deixou saudades aos conchalenses, no local ficava o hangar Mario Beni que aparece na foto ao lado. O campo de chão batido ficava localizado na área onde, atualmente, está localizada a Rodoviária de Conchal e seguia por quase toda a extensão do Jardim São Luiz, contando com 50 metros de largura e quase 600 metros de comprimento.

Ao ler nossa reportagem o Sr. Décio Miranda, jornalista conchalense com mais de meio século de experiência, atual morador de Brasília/DF e que viveu muitos anos em nossa terra, encaminhou e-mail para nossa redação com algumas observações a respeito da foto. Apesar de termos recebido sua mensagem em dezembro do ano passado, decidimos publicá-la somente agora, ocasião na qual nosso município comemora 65 anos de emancipação política e administrativa. Abaixo reproduzimos os principais trechos de seus esclarecimentos que, por sinal, são bem-vindos:

"A propósito da nota História: hangar Mário Beni, clique aqui para ler, gostaria de fazer alguns comentários. Vi a foto e, de pronto, percebi que o avião não era da Nestlé. Esse avião prefixo PP-GKF é um Piper PA18, aeronave confiada pelo então Departamento de Aviação Civil ao Aeroclube de Araras. O primeiro avião da Nestlé, adquirido em 1948, foi um Sthinson Wagon, vendido em 1953; o segundo, o PP-AYX, um Cessna 180, foi adquirido em 1957, no qual voei muito sob o comando do Pavão (Antônio Mantoan), falecido não faz muito tempo. Essas informações, obtive com o Benedito Bertolini, também já aposentado, que esclareceu mais: na foto, o segundo da direita para a esquerda (camisa branca e calça escura) é de fato o Pavão, e o último à esquerda, todo de branco, é o Lazinho, que no início dos anos 1960 morava em Limeira, segundo ainda meu amigo Bertolini".

O Sr. Décio Miranda sugeriu ainda, que pesquisássemos sobre o primeiro piloto conchalense, o qual não recorda o nome, mas que segundo ele, era um dos filhos do Augusto Fagion, morava em Araras e que, vez ou outra, fazia voos rasantes sobre Conchal (principalmente sobre a casa dos pais dele, na rua João Pessoa), com um avião amarelo do Aeroclube de Araras. Assim, pedimos que se alguém conheceu ou sabe de alguma coisa sobre este piloto, por favor, escreva para o site, que publicaremos com o intuito de preservar e divulgar a história e a cultura de nossa cidade.

Ao encerrar, o Sr. Décio Miranda disse estar feliz em poder receber com mais frequência notícias de nossa Conchal, onde na primeira metade dos anos 1950 o veículo de comunicação era o Serviço de Alto Falantes “A Voz Democrática de Conchal”, do qual foi “operador de som” e depois locutor. Mas esta é outra história...