Polícia Ambiental aplica R$ 89 mil em multas durante a piracema no Rio Mogi Guaçu

Nº de flagrantes e apreensões por pesca irregular no Rio Mogi Guaçu foi o maior dos últimos anos.
Tenente da Polícia Ambiental Ivo Fabiano Moraes (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

A Polícia Ambiental de Pirassununga aplicou R$ 89,4 mil em multas durante a piracema no Rio Mogi Guaçu. Após quatro meses, o período de proibição da pesca foi encerrado na terça-feira (28).

Desde novembro de 2017 até agora, o número de flagrantes e apreensões por causa de pesca irregular foi o maior dos últimos anos.

“No período anterior, elaboramos 25 autos de infração e agora foram 92 autos”, disse o tenente Ivo Fabiano Moraes.

Ao longo da "Operação Piracema" foram apreendidos 38 redes de pesca que totalizaram 1.013 metros e 97 petrechos e armadilhas.

Segundo ele, o aumento se deve a uma postura mais repressiva adotada pela corporação durante os patrulhamentos. Somadas todas as ocorrências registradas pela corporação no ano passado, foram aplicados R$ 3,335 milhões, um crescimento de 462,4% em relação a 2016 quando as autuações somaram R$ 592,93 mil.

Pesca proibida

No ano passado, mesmo depois do fim da restrição, a pesca ficou proibida em um trecho do distrito de Cachoeira de Emas por ordem do Ministério Público Ambiental. A alegação era de que a área estava perto demais da barragem, o que seria proibido em toda a bacia do Rio Paraná.

Depois de um histórico de secas, as chuvas voltaram com tudo e a piracema se mostrou forte e eficiente outra vez.

 “O único período que não foi interessante foi dezembro porque houve uma pequena estiagem. Mas em janeiro e fevereiro melhorou também o nível do rio, outros cardumes subiram, mas em menor quantidade em relação a outubro e novembro”, explicou Antônio Fernando Bruni Lucas, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta).

Além da subida de peixes, o que também ajuda os pesquisadores a medirem a eficiência da desova é a coleta de amostra dos ovos. “Esse ano tivemos a grata satisfação de ter a desova de duas espécies ameaçadas, que é o jaú e o bagre-sapo”, disse Lucas. As informações são do G1.